De alto padrão, a Residência MG atende a uma família e tem o privilégio de estar localizada em um É como se fosse um vazio de pé-direito duplo, com panos de vidro que permitem olhar para o exterior e ficar em contato com as árvores do terreno. Ou voltar-se para o interior e enxergar o movimento das pessoas pela casa Maurício Mendonça bairro residencial, nobre e arborizado, da zona oeste de São Paulo. O programa extenso desenvolvido pelos arquitetos Henrique Reinach e Maurício Mendonça – do escritório Reinach Mendonça Arquitetos Associados – tem três pavimentos e um subsolo. A casa reúne todas as comodidades necessárias para viver bem: churrasqueira, adega, varanda, piscina, área de ginástica com terraço na cobertura, áreas íntima e social, além de áreas de apoio, como a casa de máquinas e de caseiros. Os espaços sociais estão voltados para um grande jardim, ao fundo, como medida de segurança e privacidade. A piscina, com raia de 25 m, é uma exigência do proprietário, que tem a natação como hobby.
De acordo com Maurício Mendonça, a residência foi projetada com o objetivo de reunir a família e os amigos, por isso o projeto oferece tudo o que uma pessoa gostaria de ter no fim de semana para ficar na agitada São Paulo. Maurício explica que o generoso terreno retangular (20 x 50 m) possibilita, nos 1.500 m² construídos, ter um misto de clube e de casa de campo. Desde o início, o local apresenta espécies de palmeiras altas e antigas. O profissional relembra que, para preservá-las, a obra foi verticalizada ao máximo, sendo possível realizar o extenso programa em uma área compacta. Com recuo frontal de 5 metros – mínimo exigido pela prefeitura – toda a lateral direita é voltada para a face Norte. Nela ficam os acessos, inclusive para a garagem e os ambientes principais. Abaixo, no subsolo, o estacionamento prevê 10 vagas livres, o que supre uma necessidade da região. “Essa era uma das premissas do proprietário: ter uma garagem para acomodar todos os automóveis da família e das visitas”, lembra Henrique Reinach.
A proposta arquitetônica de manter as pessoas juntas, em convívio, determinou espaços interligados até mesmo na área da piscina. A raia invade parcialmente a varanda de pé-direito duplo integrada ao centro da casa pelo átrio. A presença abundante do vidro possibilita a quem estiver no estar ver o quarto dos filhos, a salinha de TV e o jantar, ao mesmo tempo em que contempla o jardim e a raia, conversando com todos. O átrio aglutina todos os ambientes, eliminando corredores e circulações. Maurício define o espaço: “É como se fosse um vazio de pé-direito duplo, com panos de vidro que permitem olhar para o exterior e ficar em contato com as árvores do terreno. Ou voltar-se para o interior e enxergar o movimento das pessoas pela casa”. O conceito aplicado “transforma as circulações em lugares abertos e agradáveis”, resume Maurício. No térreo, onde acontece a maioria das atividades de lazer, o volume construtivo contínuo integra-se à área externa por meio de portas envidraçadas. Sala e churrasqueira são interligadas a uma varanda voltada para o fundo. A luz abundante entra pelas laterais e por cima, pelo teto, que areja e suaviza o programa. “Temos algumas coberturas transparentes nos banheiros e na região central da casa. Exemplo disso é o terceiro pavimento, todo envidraçado, onde ficam a sala de ginástica e uma saleta das filhas do casal, com função de escritório. Trata-se de um estúdio para reunir as amigas. Nele, a luz atravessa um vidro lateral”, descreve.
Misto de concreto e aço, a estrutura parte de uma caixa principal, de volume retangular, de concreto aparente, entremeada por vigas metálicas. Ao alternar o esqueleto com um material mais Projetamos de forma a deixar poucos pilares de sustentação para que não ficasse um paliteiro Henrique Reinach leve, os arquitetos conseguiram aliviar o sistema estrutural, tornando o partido esbelto, com vãos maiores e mais leves. “Isso acontece, principalmente, no terceiro pavimento, que é mais aberto, envidraçado e livre. Nele, trabalhamos 100% com estrutura de aço”, reforça Maurício. Para resolver o problema do lençol freático, que precisou ser rebaixado, para a construção do subsolo, a fundação de concreto armado tem uma cortina em cada lateral. “Projetamos de forma a deixar poucos pilares de sustentação para que não ficasse um paliteiro de pilares”, explica Henrique. Os grandes vãos foram vencidos pela estrutura mista que ora apresenta áreas totalmente em aço, com pilares metálicos; ora exibem paredes de alvenaria e estruturais, de concreto. O emprego do aço também resolve outra questão prática: “Precisávamos de uma construção verticalizada, mas, por exigência da prefeitura, na região onde a casa se localiza a obra só poderia ter, no máximo, 10 m de altura. Gabarito obtido com o uso do metal”, conclui.
As grandes aberturas, o espaço vazio no interior, o pé-direito alto e os avarandados ajudam na circulação do ar, favorecem a ventilação cruzada e dispensam, grande parte do tempo, o uso do ar-condicionado e aquecimento, utilizados apenas nos dias mais quentes ou frios. Maurício adverte que esse é um atributo da ‘boa arquitetura’, naturalmente verde. “Em nossos projetos, desde o início, quando desenhamos, já pensamos nisso”, conta.
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